História

Como o Yogasendo nasceu.

Débora Melo, condutora do Yogasendo

Dois anos de dores no corpo. Exames que não acusavam nada. E uma pergunta que eu não queria ouvir: o que precisa mudar?

Débora Melo· História de origem· 6 min de leitura

Eu venho do Ashtanga. Foram doze anos. Foi o método que me trouxe a disciplina, o entendimento de como usar a respiração junto com o corpo, a vontade de mergulhar cada vez mais fundo no yoga. Fui aluna, fui professora, fiz formação em São Paulo, estudei a Bhagavad Gita e os sutras de Patanjali por dois anos e meio. Em 2020 entrei pra turma de Vedanta. E foi ali que começou um outro estudo — mais espiritual, mais sutil — que veio mexer com tudo o que eu já achava que sabia.

Yoga não é uma técnica que se aprende e pronto. Yoga é uma tradição que se passa de mestre para discípulo. São pessoas, ao longo de séculos, mantendo essa chama acesa, mantendo esse conhecimento vivo. Ser um canal pra isso é algo que precisa ser honrado. Não é meu, não é seu. É algo que atravessa a gente.

O corpo falando o que a mente não queria ouvir

Por dois anos eu vivi com dores. Fiz exames, ressonâncias do corpo inteiro, passei por médico, e nada. Eu morava na Bahia, levava uma vida saudável, fazia yoga todo dia — e mesmo assim. Em oração eu ficava me perguntando: por quê?

Foi quando comecei a estudar o capítulo 6 da Gita com meu professor Jonas Masetti. Ele dava um dia de aula e outro dia de meditação. Comecei a entender, de verdade, o que era meditar. E deixei de me perguntar por quê — comecei a conversar. Com minha mente, com Deus, em silêncio. Pedindo pra entender o que aquelas dores estavam tentando me dizer.

Não viemos aqui só pra fazer o que queremos. Viemos pra fazer o que precisamos fazer.

A resposta foi clara: eu precisava mudar a forma de fazer e de levar o yoga. Por muito tempo eu não quis ouvir. Resisti. Meu ego não queria mudar — o Ashtanga era cômodo, era amado, era doze anos de identidade. Vivi uma dualidade longa, um medo grande de deixar ir algo que sempre me fez tão bem.

O ano de soltar e o nome que veio

2024 foi o ano dessa despedida interna. A gente mudou pro Sul, encerrei as turmas, e voltei a meditar pedindo a Deus que me mostrasse o formato — e o nome. O Yogasendo veio assim, do silêncio.

Yogasendo é gerúndio. Não é o yoga que se chega. É o yoga que se vai fazendo. Antes do sol, com quem aparecer.

Débora Melo, professora do Yogasendo
Débora Melo — doze anos de Ashtanga, estudante de Vedanta, condutora do Yogasendo.

O que o Yogasendo é

A intenção é simples: criar o hábito de cuidar de você no primeiro momento do seu dia. Trazer meditação, movimento, prática contínua — e também o conhecimento. Porque é o estudo, o saber por que estou aqui, que nos mantém no tapete quando a vontade falha.

O horário é 5:10 e 6:10 da manhã. Não é mística. Os antigos faziam assim: acordavam cedo pra escutar os pássaros, pra apreciar o amanhecer, pra receber essa energia da manhã. Nossa mente, nessa hora, está sattva — leve, plena, ainda inteira. Antes do mundo entrar.

Online não é um problema. Pode ser uma forma de você usar a tecnologia pra se conectar em vez de se desconectar. Você não precisa sair de casa, não pega trânsito, deixa o telefone no modo avião até a aula acabar. E está lá, comigo, no tapete.

O que eu te ofereço

O que eu te ofereço não é só praticar yoga — disso tem milhares no YouTube. O que eu te ofereço é sentir essa força do sol, do amanhecer, e entrar na sua paz. Amanhecer e cuidar de você antes de cuidar do todo.

Meu papel como professora é trazer essa força que já existe em você de acordar e se cuidar. Te inspirar a encontrar esse lugar de paz. Trazer a energia do amanhecer como a energia das novas escolhas.

Qual é o preço da sua paz? Você está buscando ela onde?
Om. Débora Melo

Se você leu até aqui, talvez seja o sinal. A primeira aula é experimental — sem compromisso, só pra você sentir.

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